Descobertas apertadas de ônibus de manhã


Eu sempre me surpreendo com a quantidade de assuntos e possibilidades que vêm a minha mente quando eu começo a escrever. Devo ter começado e parado umas 4 ou 5 vezes... Haja assunto!
Mas hoje em especial, eu reparei em algumas coisas engraçadas, vindo para o trabalho. O quanto as pessoas sofrem. O quanto elas se fecham para a beleza da vida, para a graça e as coisas boas que {ainda} existem! 
Talvez seja isso mesmo, o sofrimento da vida, a frustração com as coisas que se deixou de fazer ou a própria e famosa decepção. Eu não posso dizer com certeza que é impossível de acreditar que isso aconteça na vida das pessoas, pois eu nunca senti tamanha dor espiritual. Eu tive uma amiga que sempre me dizia que eu era intensa e volátil, igual um álcool. Os sentimentos, quando muito fortes, são bem passageiros pra mim. Uma mágoa, uma decepção. Uma vontade louca... Qualquer dessas coisas irresistivelmente inevitáveis são completamente banais, na minha cabeça. Eu simplesmente não consigo lembrar o porquê da briga, por quê eu queria tanto... Não duram. De qualquer forma, prefiro que seja sempre assim. Pelo menos, é fácil me agradar e difícil me tirar do sério por muito tempo. 
Mas, voltando, algumas pessoas não conseguem arquivar ou deletar alguns acontecimentos em sua vida, sejam quais forem, e isso faz delas pessoas amargas. É meio clichê me ouvir falando da beleza das coisas e blá blá, porque eu sempre falo disso, mas é por que é incrível demais! Para essas pessoas, um sol bonito, um dia com clima muito agradável (visto que estou no RJ, é bem raro!) ou uma criancinha que consegue fazer aparecer um sorriso em ti, mesmo daqueles mais sonolentos e tortos.  Não há nada mais útil para tirar um sorriso do que um bebê lindo!
Não é que isso vá mudar toda a sua vida nem solucionar os seus problemas. Mas alivia um pouco o peso das coisas. Deixa o ar mais leve. Na verdade, acho que o que faz disso tudo tão especial é a reação interna, o movimento na boca, que fornece o sorriso. Acho que o sorriso, ou o riso mesmo, é a diferença.

O importante mesmo... Na verdade, vou manter em segredo. Ainda não sou importante o suficiente para terminar esta frase, afinal, o que eu vi da vida, para saber o que é mais importante? Nada.
Apesar da confusão do meu pensamento e mesmo ele não fazendo muito sentido escrito, como sempre, o desfecho é o de sempre: as pessoas deveriam começar a ser mais felizes, sem nada. Tudo começou assim, tudo vai terminar assim. Apegar-se as coisas é inevitável, mas perdê-las também acaba sendo. Seja material ou espiritual, as coisas são só coisas. As pessoas são só pessoas e os sentimentos vêm e vão.
Orgulho não importa. Bens não importam. Desejo não importa. O que realmente importa é aquele nada, ou que seja tudo pra ti, mas que te faz feliz. Felicidade é nada. E felicidade é tudo.


Sem mais, claro.



BTW:
d-.-b >>>  
                                                                          Thilha sonora: 
   IZ - Israel Kamakawiwo'ole - Somewhere Over The Rainbow & What A Wonderful World

    Leitura: 
    Le Petit Prince - Saint Exupéry



Cazuza dizia: Quando você escreve, você tem que escrever sobre o seu quintal. Pra ti vai parecer ridículo, mas pros outros é algo totalmente novo.



Thanks! :)
Eu sei bem que não é da noite pro dia que vai começar a sentir a beleza da vida nas coisas simples, mas pratique! Creio que não haja nada mais mágico do que assistir a um nascer do sol iluminado, fazer parte de um sorriso sincero, ouvir a risada inocente de uma criança, segurar um filhote de um animalzinho indefeso nos braços... São só algumas das coisas que conseguem elevar o espirito e transmitir verdadeira felicidade.