l'amore mio per te


Talvez o grand finale seja a jornada. Toda a segurança, a proteção... Todo o aconchego, todo aperto, toda mordida, todo vale-tudo no tapete da sala, toda careta, toda cara de assustar, todo momento único de encontro dos olhos, toda a face do prazer e do amor, toda a vontade de ficar junto, toda a vontade de ficar longe, todo sorriso de felicidade, toda a palavra que dá medo de pronunciar, todo o medo de dizer o que sente, toda música cantada junto, todo filme visto junto, toda discussão por que ele é um burro, toda a lágrima de medo, toda a incerteza, todo "ligo-não-ligo", toda ligação recebida, todo sorriso imenso que sucede a ligação, toda a vontade de apertar, todas as horas contando casos antigos, todas o tempo pensando e imaginando, todo o tempo gasto imaginando o fim e calculando as chances do amor, todas as horas gastas se convencendo que será pra sempre, todos os beijos mal dados, todos os beijos muito bem dados, todos os abraços dignos de cinema, todas as coisas que se ouviu e, naquele momento, nada seria mais perfeito, todas as palavras não ditas, todas as palavras ditas demais, todos os momentos incertos e lindos, todos os momentos de angústia e desprazer, a vontade de ir embora, a vontade de desistir de tudo, todo o fogo, todo o desejo, todo o sentimento de segurança que ele te dá, toda a vontade de ser somente dela, toda brincadeira. Tudo. E mais um pouco. Tudo que ainda está por vir.

O amor e o relacionamento não tem padrões pré-determinados para ser produzido, atuado e terminado. Ele é puro e inconstante, macio e difícil, doce e lindo. Por vezes, até impossível ou inédito, por que não há programação. Mas é sempre eterno e maravilhoso. E idiota, claro. Por que não? Amor bobo, de brincadeira. Inocente como a criança. E ainda sim, perfeito.

Sem mais.

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